Miriam Halpern Pereira

Miriam Halpern Pereira

Percurso académico e profissional

Licenciatura em História e Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa, em 1962.
Doutoramento em História na Faculté de Lettres et Sciences Humaines (Sorbonne), Paris, 1969.
Agregação em História, ISCTE, 1989.
Investigadora Científica no Centre National de la Recherche Scientifique e Professora na Universidade de Vincennes entre 1970 e 1973.
Professora Catedrática no ISCTE.
Directora do IAN/TT de 2001 a 2004
Directora fundadora do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa.
Directora da Revista Ler História desde 1983.
Directora da colecção editada pelo CEHCP desde 2004.

Principais obras publicadas

Livre-câmbio e Desenvolvimento Económico: Portugal na Segunda Metade do Século XIX, Lisboa, Cosmos, 1971 (reed. Lisboa, Sá da Costa, 1983).

Revolução, Finanças e Dependência Externa, Lisboa, Sá da Costa, 1979.

A Política Portuguesa de Emigração (1850-1930), Lisboa, A Regra do Jogo, 1981.reeditado em São Paulo, em 2002.

O Liberalismo na Península Ibérica na Primeira Metade do Século XIX (co-organização), 2 volumes, Lisboa, Sá da Costa, 1982.

Roteiro de Fontes da História Contemporânea Portuguesa, Direcção da área de Lisboa (em colaboração), 3 volumes, Lisboa, INIC,1984-1985.

«Estado e Sociedade: pensamento e acção política de Mouzinho da Silveira» in: Mouzinho da Silveira. Obras (direcção e edição de manuscritos em colaboração), 2 volumes, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1989.

Negociantes e Fabricantes entre Velhas e Novas Instituições (1821-1822), 2º volume da série “A Crise do Antigo Regime e as Cortes Constituintes 1821-1822” (direcção da série de 5 livros), Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1992.

Das Revoluções Liberais ao Estado Novo, Lisboa, Presença, 1994.

«A Maria da Fonte entre o saber e a dúvida» in: Congresso “Maria da Fonte – 150 Anos” 1846-1996, Póvoa do Lanhoso, Câmara Municipal da Póvoa do Lanhoso, 1996, pp. 23-30.

«Nação e cidadania em Passos Manuel» in: Colóquio “Passos Manuel e o liberalismo”, Santarém, 1997.

«Modernidade, tradição e Estado Liberal» in: Estados e Sociedades Ibéricas (Actas dos 3º Cursos de Verão de Cascais em Julho de 1996), 1997.

«Diversidade e indústria no século XIX» (Comunicação ao Congresso da Associação de História Económica e Social em Novembro de 1997), Ponta Delgada. (no prelo).

«Oliveira Martins e o fontismo», Ler História, 34, 1998.

«Portugal entre dois impérios» in: Los 98 ibéricos y el mar, Madrid, 1998.

«As origens do Estado Providência em Portugal: as novas fronteiras entre o público e o privado», Ler História, 37, 1999, pp.45-62.

Organização de dois números (37 e 38) da revista Ler História, incluindo dossier sobre Estado Providência do nº 37.

«As organizações históricas do Estado de Previdência em Portugal» in: A Primeira República portuguesa (org. Nuno Severiano Teixeira e A. Costa Pinto), Lisboa, Colibri, 1999, pp. 47-76

«A política de emigração portuguesa» in: A Historiografia Portuguesa hoje (org. J. M. Tengarrinho), São Paulo, 1999, pp. 183-209.

Diversidades e Assimetrias, Lisboa, ICS, 2001

 “Portugal between two empires”, in: Review, Imanuel Wallerstein, Nova Iorque, Fernand Braudel Center, n.2, vol.XXV, 2002.

A política de emigração portuguesa, reedição revista, São Paulo, 2002.

«Apresentação» e «Princípio d’O Século num fim de século» in: Pelos séculos d’O Século, catálogo da exposição, Lisboa, IANTT/CEHCP/CPF/Museu Nacional da Imprensa, 2002, pp. 9-10 e 64-74.

«Agromania e Agronomia» in: Actas do Colóquio Ernesto do Canto, Ponta Delgada, 2003.

«O saber secular e a paisagem: o Alto Douro», Revista do CEPESE, Porto, 2003.

«Os lanifícios da Covilhã: uma discreta expansão oitocentista» in: III Jornadas de Arqueologia Industrial, Novembro 1988, 2003.

Editoriais em Arquivos Nacionais. Boletim trimestral do IANTT, Lisboa, IANTT, 2003.

Prefácio à publicação das actas de Em Nome do Espirito Santo, IANTT, 2004.

Organização de Olhares cruzados entre arquivistas e historiadores. Mesas redondas na Torre do Tombo, Lisboa, IAN/TT, 2004.

«Pierre Vilar, o historiador», Ler História, 47, Lisboa, 2004, pp. 224-228.

«O Arquivo Central das Secretarias do Estado, a primeira planificação nacional de arquivos», Páginas – Arquivos e Bibliotecas, 14, Lisboa, IAN/TT, 2004.

«Introdução» in: Diagnóstico aos arquivos intermédios da administração central, Lisboa, OAC/IANTT, 2004.

«Prefácio» in: PINA, Ana Maria; A Quimera do Ouro. O Liberalismo na cultura histórica portuguesa, Oeiras, Celta, 2004, pp. IX-X.

«O direito à informação e os arquivos públicos», Público, Lisboa, 4 de Maio de 2004.

«Nação, cidadania e religião» in: Colóquio Comemorativo Centenário da Sinagoga de Lisboa, Setembro de 2004 (no prelo).

«Histoire et l’économie dans l’oeuvre de Pierre Vilar», Colóquio de Homenagem a Pierre Vilar, Nanterre, Outubro de 2004 (no prelo)

«A História e as Ciências Sociais», Lição de Aposentação, Lisboa, ISCTE, 2005

«A História e as Ciências Sociais», Ler História, 2005.

Projecto inscrito no CEHCP

«As origens do Estado Providência em Portugal: as novas fronteiras entre público e privado»

As primeiras duas décadas do século XX, o período da história do sistema de previdência em Portugal escolhido para este trabalho, merece um interesse especial porque permite analisar um momento crucial na mudança das atitudes do Estado e da sociedade em relação à previdência. Antes de 1910, a intervenção social do Estado tinha um alcance muito limitado. Até mesmo os acidentes de trabalho na indústria eram ainda regulados pelo Código Civil. De 1919 em diante, começou a ser implementado um sistema de segurança social para as classes trabalhadoras. Num espaço de tempo relativamente curto, Portugal, que nesta área não tinha anteriormente acompanhado outros países europeus, colocou-se na vanguarda no plano legislativo, juntamente com a Alemanha, os países nórdicos, a Inglaterra e a Espanha, deixando para trás a França. A origem deste projecto, que se inseriu no debate em curso no seio da elite política e do movimento mutualista, assim como a análise das resistências que teve de enfrentar, são objecto deste estudo.

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INVESTIGADORES
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